domingo, 30 de maio de 2010

"Dai a Cesar o que é de Cesar", que falácia é esta que os pastores inventaram para arrecadar mais dinheiro do povo do que já arrecadam?!

Dai a Cesar o que é de Cesar, e daí a Deus o que é de Deus, um conhecido versículo de Mateus 22:2 que virou fonte de embuste, a mesma trapaça que os fariseus juntamente com os herodianos tentaram tramar contra Jesus, hoje se tenta tramar contra os menos avisados, e olha que tem que ser muito desavisado, pois o texto escolhido fala por si só e é de fácil interpretarão, não precisa ser um phd em teologia para compreender do que trata o texto.

Mas vejamos o texto na integra, sobre o que falava e qual sua aplicação:

Mateus 22:15 - “Então os fariseus se retiraram e consultaram entre si como o apanhariam em alguma palavra; e enviaram-lhe os seus discípulos, juntamente com os herodianos, a dizer; Mestre sabemos que és verdadeiro, e que ensinas segundo a verdade o caminho de Deus, e de ninguém se te dá, porque não olhas a aparência dos homens. Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar tributo a Cesar, ou não? Jesus, porém, percebendo a sua malícia, respondeu: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um denário. Perguntou-lhes ele: De quem é esta imagem e inscrição? Responderam: De Cesar. Então lhes disse: Dai, pois, a Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus. Ao ouvirem isso, ficaram admirados; e, deixando-o, se retiraram.”

Os herodianos e os fariseus eram inimigos ferrenhos de Jesus e por isto, ensinavam o povo a pegar Jesus em alguma contradição ou com lei mosaica que ainda estava em vigor ou com as leis nacionais cuja autoridade máxima era César, pois bem, estes se chegam a Jesus e cobrem-lhe de lisonjas para então lançar uma questão que, segundo eles, não tinha saída: É lícito pagar tributo a Cesar, ou não?

Se Jesus respondesse que sim, concordaria com a injustiça e opressão romana, se dissesse que não, entraria em contradição com as leis romanas, mas Jesus percebeu a má intenção deles e os repreendeu, em seguida pega um denário, (moeda que trazia imagem de César cunhada demonstrado que era propriedade de Cesar) e argumenta se tem estampado o rosto de Cesar é porque é dele, dê a ele, no entanto, deve ser dado á Deus o que é de Deus demonstrando que como Jesus, todo o homem tem compromisso com o governo sim, mas tem também deveres para com Deus, deveria ser dado á Deus o que lhe pertencia e não era dinheiro, pois jamais se encontrará o rosto de Deus em dinheiro algum, aos governantes pertenciam os impostos e seus podres poderes, mas a Deus pertence à honra, a glória, o louvor, o poder, a salvação, etc. Apocalipse 19:1, a glória o domínio I Pedro 4:11, todo judeu deveria se apresentar diante de Cesar com tributos em dinheiro, mas diante de Deus com salmos de louvor e ações de graça Salmo 95:2. Apresentemo-nos diante dele com ações de graças, e celebremo-lo com salmos de louvor.

Será razoável alguém pagar pela salvação oferecida na cruz? Com certeza seus recursos acabariam antes Salmo 49:8 (pois a redenção da sua vida é caríssima, de sorte que os seus recursos não dariam;) não se paga imposto para Deus, pois Ele mesmo é o dono de tudo, e se Ele tivesse alguma necessidade não nos procuraria Salmo 50:12 - Se eu tivesse fome, não to diria pois meu é o mundo e a sua plenitude.

O que Jesus estava fazendo era separando uma coisa da outra, o governo e seus poderes, da espiritualidade de todo indivíduo, eram coisas distintas, o governo deveria ser respeitado e honrado através de impostos, e Deus deveria ser exaltado e honrado com uns valores espirituais. Uma era a glória passageira e efêmera de César outra era a glória de Deus que não murcha nem fenece.
Posto isto, que, aliás, acredito ser ponto passivo de todo cristão, desprezo com abominação o uso de tal texto para fins lucrativos e espúrios de que quer que seja traduzindo que uma parte do dinheiro (que tinha somente o rosto de Cesar e as inscrições de Cesar e jamais de Deus) deveria ser dada parte para Cesar e parte para Deus, seria porventura Deus mais um cobrador de impostos?

Se fosse, a quem Ele enviou para recolher estes impostos? Jesus que não era, pois ele estava pagando e não cobrando, o povo judeu? Não, eles odiavam os cobradores de impostos os chamando de publicanos, (judeu que cobrava imposto de judeu a serviço de Roma, eram considerados traidores pelos seus patriotas e também a classe mais degradante e pecaminosa) Publicano no grego é Telone e no aramaico Hishar que nesta língua significa o que cobra dízimo e ocorre 21 vezes no N. T - Mt. 5:46,47; 9:10,11 ; 10:3, 11:19 ; 18:17; 21:31,32; Mc.2:15,16; Lc.3:12; 5:27,229,30; 7:29,34; 15:1; 18:10,11,13. (Fonte: dicionário da bíblia do Pastor Demétrio fraiha – membro honorário da academia cristã de letras)

Meu esforço é no sentido de não acusarem á Deus de “cobrador de imposto” lançando sobre ele o ônus de suas ganâncias.

Diga-se de passagem que os que tem obrigação de pagar imposto são os alheios e não os filhos.

“Tendo eles chegado a Cafarnaum, aproximaram-se de Pedro os que cobravam as didracmas, e lhe perguntaram: O vosso mestre não paga as didracmas? Disse ele: Sim. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, perguntando: Que te parece, Simão? De quem cobram os reis da terra imposto ou tributo? dos seus filhos, ou dos alheios? Quando ele respondeu: Dos alheios, disse-lhe Jesus: Logo, são isentos os filhos. (Mateus 17:24 a 26)

Fonte: Blog do Osni
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