segunda-feira, 31 de maio de 2010

Pastor Manoel Ferreira: "Se Crivella entrar por uma porta, eu saio por outra"

O Pastor Manoel Ferreira, pré-candidato do PR ao Senado, disse nesta quinta-feira ser impossível ele trocar sua candidatura ao Congresso pela vaga de vice na chapa de Anthony Garotinho (PR), postulante ao governo do Rio, a favor de uma aliança de seu partido com o também pré-candidato a senador Marcelo Crivella, do PRB.

De acordo Manoel Ferreira, apenas uma condição o levaria a aceitar uma coligação com Crivella: que o senador trouxesse para a aliança, além do PRB, o PTB e o PDT, por enquanto dados como certos na base de apoio à reeleição de Sérgio Cabral (PMDB).

- Inclusive já disse isso ao (ex) governador (Garotinho). Se o Crivella entrar por uma porta, eu saio por outra. Minha candidatura ao Senado tem o caráter irrevogável. Mas sei que estou num jogo. E num jogo ninguém tem certeza de nada - disse Ferreira. - Só se ele trouxesse o PDT e o PTB, além do PRB, poderíamos conversar - continuou.

Mesmo se Crivella conseguisse atrair o PTB e do PDT, no entanto, Manoel Ferreira diz que sua candidatura seria mantida.

- O Crivella seria o segundo candidato ao Senado da chapa - afirmou o pastor, sugerindo que, se o PDT entrasse na coligação, poderia indicar o candidato a vice, propondo o nome do deputado Wagner Montes (PDT).

Até agora, nem Garotinho nem Crivella anunciaram alianças, continuando isolados. Ambos vêm conversando, no entanto, sobre uma possível coligação. Mas Crivella e Manoel Ferreira, além de pertencerem a grupos evangélicos diferentes, carregam divergências do passado, como nas eleições municipais de 2008, quando Ferreira fazia campanha para o adversário de Crivella, o agora prefeito Eduardo Paes (PMDB).

Além da exigência a Crivella para que atraia outros partidos, o próprio Garotinho, no lançamento de sua pré-candidatura, em abril, já havia imposto condições para o apoio à pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT). Entre elas, se os petistas trouxessem para o lado do PR partidos aliados do governo, de olho no mesmo PDT.

Fonte: O Globo Online
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